Por Ronaldo Knack

 A semana que passou e os dias que a antecederam, trouxeram à tona sentimentos de preocupação e indignação por uma crise provocada pela irresponsabilidade de atores que ocupam cargos públicos e exercem atividades que não se ajustam aos ideais daqueles que querem construir um Brasil mais justo e melhor. Agredir as institutições, nunca em momento algum, serviram para consolidar o respeito entre os homens que vivem em países onde podem confiar em seus governantes. Reconhecer que as instituições possam estar ocupadas por profissionais que não estão à altura das suas responsabilidades e movidos por interesses não coletivos, é um importante avanço para que se alcancem e pratiquem os valores do respeito, da dignidade e da democracia plena.

 Em todos os lados foi este o contexto em que nos metemos e assistimos com idignação. Nos metemos porque fomos nós, povo e eleitores, que escolhemos os políticos que nos governam. E os nossos escolhidos é que indicaram, para as principais instituições, pessoas que, não necessariamente, demonstraram ética e disposição para deixarem um legado que poderia fazer do nosso Brasil um País maior, melhor e mais justo. O alerta do 7 de setembro e, mesmo, a postura pública assumida pelo presidente Bolsonaro de recuar naquilo que, com humildade, reconheceu como “excessos”, podem e devem nos levar a reflexão para buscarmos construir o País que queremos, não apenas para o futuro, mas para agora.

 Ficou claro que a grande maioria não concorda e não aceita a volta de Lula e e daqueles que a seu lado saquearam os cofres públicos, acabando sendo soltos, beneficiados por uma “Justiça Injusta”  e se sentindo no direito de continuarem “políticos” ocupando espaço numa mídia que envergonha a todos os homens de bem. Colocar esta quadrilha na disputa política em 2022 é cuspir nos valores e mesmo na história do Brasil que, aos trancos e barrancos, é hoje uma das maiores nações do mundo. Quadrilheiros que se escondem atrás de movimentos como o comunismo, que não deu certo em nenhum País no mundo, e que se esconde atrás da cor vermelha que expressa o sangue que ficou daqueles milhões de correlegionários que assassinaram.

 Neste contexto, serve como norte, o exemplo de cidadania desenvolvido por um brasileiro, Rubens Galvani, que liderou um movimento denominado “vempraruasertãozinho”. Às vésperas das últimas eleições presidenciais ele se preparou para migrar para Portugal caso houvesse vitória do PT. Empresário de sucesso, ele levaria a estrutura de seus negócios para a Europa pois não se sentia confortável junto à sua família a continuar recolhendo impostos que vinham sendo saqueados pelos então governantes de plantão.

 Agora, numa nova tentativa para evitar que deixasse o Brasil, onde nasceu e sempre praticou e defendeu valores democráticos, sentiu novamente a indignação, os desmandos, a falta de respeito e de comprometimento da classe política insuflada e acobertada por uma mídia que a cada dia perde mais sua credibilidade e audiência. Durante 28 dias e utilizando democrática e respeitosamente as mídias sociais, ele atingiu a mais de 3 milhões de brasileiros levando a todos mensagens de alertas para os riscos que corremos caso mudanças estruturais não sejam implementadas.

 Rubens Galvani deu a todos um exemplo de civilidade, de cidadania, dando mostras que todos devemos nos engajar em ações e movimentos do bem. Não é suficiente criticar e falar mal daqueles que nos governam de forma irresponsável e até mesmo criminosa. Foi este comportamento que construiu e continua construindo e fazendo crescer os países desenvolvidos. Basta observar os países europeus, alguns asiáticos e aqui no continente americano o que ocorre nos Estados Unidos e no Canadá. Não precisamos criar muito, basta conhecer e trazer para cá o que os outros fizeram e fazem para desenvolver suas economias com justiça e distribuir democraticamente os recursos a todos.

 Rubens Galvani, através de uma de suas empresas, está há 14 anos engajado na implantação de um dos maiores processos de mídia digital do País, que é o nosso www.brasilagro.com.br, responsável com o foco e a missão de transformar o que, anos atrás, eram atividades rurais, num agronegócio pujante, moderno, que usa tecnologia para produzir mais e melhor em menor espaço físico e comprometido com a preservação do conceito “ESG” notadamente do meio ambiente. E alinhado com os conceitos expressos aqui em nossa edição da última 6ª feira na entrevista concedida pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues (https://www.brasilagro.com.br/conteudo/agricultura-brasileira-ficara-para-tras-se-nao-considerar-mudanca-do-clima.html).

 A grandeza moral e o seu comprometimento com instituições e movimentos do Terceiro Setor (terminologia sociológica que dá significado a todas as iniciativas privadas de utilidade pública com origem na sociedade civil. Wikipédia), são encontradas no trabalho que ele desenvolve como voluntário junto ao Complexo do IMA – Instituto de Medicina do Além, em Franca, ao lado do médium João Berbel que, nas últimas décadas já atendeu a mais de 7 milhões de pessoas e escreveu por psicofonia obra literária de 281 livros que já venderam mais de 2 milhões de exemplares. Detalhe: João Berbel se apresenta como “analfabeto” tendo cursado apenas o 4º ano primário. Nenhum serviço prestado pelo IMA é cobrado, a distribuição gratuita de medicamentos fitoterápicos produzidos pela indústria farmacêutica da instituição é homologada pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 O IMA inclui o Hospital da Caridade de Franca que, no ano passado, atendeu como Hospital de Campanha, a 230 pacientes (2 óbitos) com Covid-19. Por teimosia e irresponsabilidade do poder público municipal, o hospital foi fechado mesmo quando dezenas de pacientes ficaram sem atendimento hospitalar por falta de leitos na rede hospitalar de Franca. O que ocorreu e ainda ocorre em Franca, mostra o descaso e a falta de competência dos gestores que ocupam cargos para os quais não se prepararam.

 O Hospital da Caridade de Franca foi construído sem qualquer tipo de recurso dos poderes públicos. Recebeu, através de convênio com a Prefeitura e aprovado pela Câmara Municipal, R$ 2,4 milhão. Como aluguel do prédio (60 leitos e disponibilidade de outros 60 leitos), recebeu R$ 200 mil (também aprovados pela Câmara Municipal), que ensejaram denúncia ao MPF. O Hospital da Caridade possui também completa estrutura física, incluindo piscinas, para fisioterapia tendo atendido gratuitamente, antes do período da pandemia, cerca de 700 pacientes por semana.

 Com o apoio da Câmara Municipal, dirigentes do Hospital da Caridade lutam para conseguir que a Prefeitura regularize o zoneamento urbano da região onde está o complexo do IMA e consiga alvará de funcionamento da Secretaria da Saúde. Ambas as reivindicações constavam da promessa de campanha da atual gestão municipal, conforme atesta vídeo gravado ao final do 1ª turno das últimas eleições. Pessoas morrem e deixam de ser assistidas por teimosia e irresponsabilidade. É este o Brasil que queremos?

 Este ano, a Prefeitura destinou R$ 2 milhões para transformar a estrutura do AME – Ambulatório de Especialidades de Franca, inaugurado em 2011 com investimento de R$ 7 milhões e custeio anual de R$ 12 milhões, em Hospital de Campanha. De fevereiro a agosto foram atendidos 260 pacientes (76 óbitos). Neste período deixaram de ser feitas 37.530 consultas médicas em 21 especialidades, 19.578 consultas não médicas, 86.322 exames e 3.888 cirurgias. É incalculável o prejuízo que os gestores municipais impuseram aos milhares de francanos e moradores das cidades do entorno.

Rubens Galvani projetou e implantou a TV Web e Rádio Renovação, que juntas com as redes sociais da entidade atingiram nos últimos 28 dias mais de 1.300 milhão de pessoas. E serve para consultas e até cirurgias espirituais a uma média diária que chega próxima a 1 mil pacientes, de todos os Estados da Federação e mesmo do exterior.

 Deixar e perseguir iniciativas destas nas mãos de burocratas incompetentes merecem sim nossa veemente repulsa e protestos, pois este é um exemplo do que não queremos para o nosso povo já tão sofrido com as mazelas de políticas públicas que levam o nada a lugar nenhum. Não defendemos a divisão entre o “nós e eles”. Defendemos a divisão entre os que fazem, constroem e aqueles que desfazem e destroem, não apenas nossos recursos mas, também e principalmente nossos sonhos, nossa esperança e confiança num Brasil mais justo e melhor para todos (Ronaldo Knack é fundador e editor do BrasilAgro, base jornalística de informação líder do agronegócio. É também Jornalista e bacharel em Administração de Empresas e Direito)