Reunião no hospital nesta segunda-feira (31/5/21)contou com a presença de Alexandre Ferreira, de vereadores e da diretora do DRS, do Estado.

Fradique, da Redação do GCN Net

Foto N. Fradique/GCN 

Reunião no IMA nesta segunda-feira contou com a presença do prefeito Alexandre Ferreira, secretário de saúde, vereadores, representante do Estado e advogados

O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) e a diretoria do IMA/Hospital da Caridade se reuniram na tarde desta segunda-feira, 31, nas dependências da própria instituição, na busca de um acordo para abertura do hospital para atender pacientes da Covid. O local seria utilizado como suporte para o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”.


O encontro se deu depois de o prefeito e a diretoria do hospital trocarem farpas no último final de semana. No sábado, 29, Alexandre chegou a divulgar um vídeo onde ele descartava a possibilidade de abertura de leitos de enfermaria no IMA, elencando algumas possíveis irregularidades ocorridas ano passado, na instituição. Horas depois da postagem do prefeito, o hospital rebateu as acusações de Alexandre, também pelas redes sociais, informando que o IMA já apresentou manifestação junto ao MPF (Ministério Público Federal). 

Após a reunião nesta segunda-feira, que contou também com a presença de advogados das duas partes, de alguns vereadores e da diretora do DRS (Departamento Regional de Saúde), Lucy Juazeiro, do secretário de Saúde, Lucas Souza, o prefeito disse que a reunião foi produtiva. “A reunião foi boa, nós vimos o ambiente, tem algumas coisas prontas, tem outras para serem resolvidas, melhoradas. Foi acordado que, em cinco dias, eles (hospital) vão apresentar uma lista de coisas que ainda têm para ser feitas para poder funcionar. Precisa negociar com o Estado, para saber como vai pagar isso, porque a responsabilidade de gerar leitos é do Estado, não é da Prefeitura, e depois ele que cobra da União.” 

O hospital ficou de apresentar toda documentação para a Prefeitura solicitar uma mudança de zoneamento do solo junto à Câmara Municipal para a expedição do alvará de funcionamento da instituição. “Isso porque o Estado considera que o Hospital de Campanha de Franca é o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e não outro hospital. Diante dessa frente não há possibilidade de se montar um outro hospital. Por isso, precisa realmente de um alvará comercial, como um estabelecimento de saúde e não de lazer, como é o bairro inteiro”, disse o prefeito. “Segundo nossa conversa, isso vai levar entre 25 e 30 dias para tudo ser estruturado, comprar os equipamentos e para poder funcionar. Inclusive, vou pedir também para a Vigilância Sanitária dar um suporte no que for preciso à diretoria do hospital. Tudo que a gente for fazer precisa de documentação para a gente não ter dor de cabeça.”

A Prefeitura tampouco o hospital falaram quantos leitos poderiam ser abertos, mas o presidente do Hospital da Caridade, Wellington Berbel, garante que uma das alas está com 99% pronta. “Vamos fazer um levantamento para mais adaptações, mas os dois andares inferiores do prédio estão 99% pronto. No terceiro andar, onde funcionava a administração, foram pedidas outras alterações e para passarmos os custos à Prefeitura. Assim que estiverem prontos esses orçamentos, vamos entregar ao prefeito”, disse Berbel.

O vereador Gilson Pelizaro (PT), que intermediou a visita de Alexandre ao IMA, destacou que o hospital tem algumas questões para resolver, mas que a cidade precisa de união nesse momento grave da pandemia. “O IMA tem uma estrutura hospitalar e hoje estamos vivendo uma situação crítica no pronto-socorro, com pessoas sendo atendidas no chão, sentadas em cadeiras, sem um atendimento adequado. Tenho certeza que os leitos que poderão ser colocados no IMA vão amenizar a situação nesse momento de caos."

O Hospital da Caridade conta com três pavimentos com 20 quartos cada um (GCN Net, 1/6/21)